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Simers reforça defesa a favor do Revalida e da necessidade de qualificar o ensino nas faculdades de Medicina Voltar

23 14:34:00/08/2021

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Com participação do vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcos Rovinski, do diretor de Projetos Especiais, Vinícius de Souza, da diretora  Bruna Favero e da diretora do Núcleo Acadêmico do Simers, Júlia Adames, o programa Contraponto, da Rádio Guaíba, desta quinta-feira, 19, abordou a revalidação de diplomas para médicos formados fora do Brasil. 

Ao iniciar a discussão, Rovinski recordou que há 90 anos, em maio de 1931, quando o Simers foi fundado, a intenção era de regular a profissão médica: “O problema, à época, era a presença de pessoas sem formação adequada atuando como médicos. Existia uma ideia positivista durante este período de que quem se dissesse médico poderia trabalhar como tal”. Rovinski relembra que no ano de 1932 houve a promulgação da primeira lei que regulava a profissão médica no Brasil e que determinava a realização de um exame para a validação do diploma aos médicos que viessem do exterior. “Na verdade, parece que esse problema vai e volta. Nós temos médicos suficientes no Brasil e ainda existem pessoas querendo fazer com que alguns profissionais entrem pela porta dos fundos para atender a população brasileira, sabe-se lá de que jeito”, enfatizou.

Para o diretor de Projetos Especiais do Simers, Vinícius de Souza, a intenção de flexibilizar a revalidação dos diplomas deixa evidente o quanto os políticos que propõem tal medida estão alheios à realidade da saúde no país. “Tudo passa por qual régua queremos medir o nosso sistema de saúde. Quando vamos pedir uma comida, comprar um produto, usar um aplicativo de mobilidade, a gente quer o quê? Queremos o melhor. O mais bem avaliado. Por que nunca conseguimos trazer esse mesmo critério das necessidades do dia a dia para a área saúde?”, indagou. Em seu entendimento, estes critérios precisam ser levados em consideração por quem dita as regras e a legislação.

A diretora do Simers, Bruna Favero, classificou como fundamental a sociedade estar ciente sobre estas novas propostas que vão refletir na qualidade do atendimento que irão receber. “O Simers, além de se preocupar com o médico, sempre se pauta pela proteção dos pacientes. Por isso, defende que os médicos estudem em faculdades bem estruturadas”, destacou. 

Por meio da perspectiva acadêmica, a diretora do NAS, Júlia Adames, reforçou a conduta da busca por excelência. “Desde quando entramos na faculdade de Medicina estamos buscando a melhor formação possível. Por lidarmos com a saúde e a vida, precisamos de instrumentos que qualifiquem os profissionais que fazem parte do nosso mercado de trabalho a melhor referência”.

Recordando o slogan do Simers: “Defender o médico é defender a Saúde”, o apresentador do Contraponto, Fabiano Brasil, destacou o compromisso da entidade. “Quando se defende a qualidade do profissional que está sendo entregue ao mercado de trabalho, defende-se não só a própria categoria, mas, principalmente, a sociedade que vai receber esse serviço”.

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